20 atrizes que fizeram sucesso nos anos 70 e 80 e que mudaram muito com o passar do tempo
Quem acompanhou a televisão brasileira nas décadas de 1970 e 1980 certamente guarda na memória alguns rostos que se tornaram verdadeiros símbolos de uma época. Eram atrizes jovens, talentosas e extremamente populares, muitas delas presentes nas novelas de maior audiência, em programas de humor, filmes e capas de revistas.
Algumas permaneceram por décadas sob os holofotes. Outras preferiram diminuir o ritmo, abandonar a televisão ou simplesmente seguir novos caminhos profissionais e pessoais.
Quase meio século depois, é inevitável perceber as mudanças. Afinal, o tempo passa para todo mundo. Algumas dessas artistas continuam trabalhando, outras encontraram novas profissões e há aquelas que escolheram uma vida completamente longe da fama.
Reunimos 20 nomes que marcaram diferentes momentos da televisão e do cinema brasileiro e mostramos como suas trajetórias seguiram caminhos bastante diferentes.
Simone Carvalho
Para quem acompanhava as novelas brasileiras nas décadas de 1970 e 1980, Simone Carvalho era um rosto praticamente impossível de esquecer.
Ainda muito jovem, ela chamou atenção pela beleza e pelo talento e rapidamente passou a fazer parte do elenco de produções de grande repercussão. Entre os trabalhos que marcaram sua carreira estão novelas como Cabocla, Coração Alado e Tieta.
Simone chegou à televisão em uma época em que novas atrizes surgiam constantemente e disputavam espaço nas produções de maior audiência. Ela conseguiu se destacar e construiu uma carreira que parecia ter tudo para continuar crescendo.
Mas, em determinado momento, decidiu tomar uma decisão que surpreendeu muita gente.
Em 1998, Simone deixou a carreira artística para estudar Teologia. Aos poucos, afastou-se da rotina intensa da televisão e passou a priorizar a família e uma vida mais reservada.
Ela se casou duas vezes e é mãe de dois filhos. Também exerceu outras atividades profissionais, incluindo o trabalho como professora de reforço para crianças.
Ao longo dos anos, Simone falou abertamente sobre diferentes momentos de sua vida, inclusive sobre os ensaios que fez para a revista Playboy nos anos 1980, dos quais posteriormente afirmou ter se arrependido.
Hoje, longe do ritmo frenético dos estúdios, ela mantém uma relação muito mais discreta com a fama. O rosto mudou, como acontece naturalmente com o passar das décadas, mas a lembrança daquela jovem atriz que conquistou o público permanece viva para quem acompanhou a televisão daquela época.
Isadora Ribeiro
Poucas artistas conseguiram preservar uma imagem tão marcante ao longo das décadas quanto Isadora Ribeiro.
Paranaense de Curitiba, ela começou a carreira como modelo e ganhou projeção nacional em 1987, quando protagonizou uma das aberturas mais lembradas do Fantástico.
A imagem de Isadora surgindo das águas se transformou em um dos momentos mais icônicos da televisão brasileira.
Na época, ela tinha apenas 22 anos.
Depois da enorme repercussão, vieram trabalhos em novelas como O Dono do Mundo, Pátria Minha, Explode Coração e Torre de Babel. A atriz também construiu uma trajetória no cinema, no teatro e na publicidade.
Com o passar dos anos, Isadora continuou aparecendo em diferentes projetos e nunca desapareceu completamente da vida artística.
Aos 59 anos, ela ainda chamava atenção pela aparência e pela disposição. Atualmente, segue ligada ao teatro e participa ocasionalmente de produções de televisão.
Mãe de duas filhas, Isadora também passou a dividir sua rotina entre os trabalhos e a vida pessoal.
Sua transformação ao longo dos anos é um exemplo de como uma mulher que se tornou símbolo de beleza na televisão precisou lidar com a passagem do tempo diante dos olhos do público.
Cristina Mullins
Cristina Mullins também foi uma das musas da televisão brasileira nos anos 1980.
Com apenas 20 anos, ela começou a conquistar espaço em novelas como Paraíso, Vereda Tropical e Brega & Chique.
Sua carreira não ficou limitada às novelas. Cristina também trabalhou no teatro, no cinema, em publicidade e chegou a apresentar programas de televisão.
Ao longo dos anos, porém, ela decidiu diminuir sua presença nas telas.
Além da carreira artística, Cristina se dedicou aos estudos e chegou a cursar áreas como Veterinária e Biologia, mostrando que seus interesses iam muito além da atuação.
Casada com o ator Otávio Augusto há décadas, ela sempre manteve a vida pessoal longe da exposição excessiva.
Sua última participação televisiva aconteceu em Salve-se Quem Puder, em 2021, ao lado do próprio marido.
Hoje, aos 66 anos, Cristina apresenta uma aparência naturalmente mais madura. O rosto mudou, os traços ficaram diferentes e o tempo deixou suas marcas, mas o sorriso que marcou sua juventude continua sendo uma característica facilmente reconhecível.
Maria Zilda Bethlem
Maria Zilda Bethlem começou na televisão ainda nos anos 1970, mas foi durante a década seguinte que sua carreira ganhou grande força.
Ela participou de novelas que se tornaram clássicos, entre elas Guerra dos Sexos, Cambalacho, Que Rei Sou Eu?, Vereda Tropical e Bebê a Bordo.
Com seu jeito espontâneo e presença marcante, rapidamente se tornou uma das atrizes mais conhecidas de sua geração.
Em 1985, Maria Zilda também apareceu na capa da Playboy, em uma edição que teve grande repercussão.
Ao longo da carreira, nunca teve medo de falar sobre assuntos considerados delicados. Nos últimos anos, tornou-se especialmente conhecida pela personalidade direta e pelas opiniões publicadas nas redes sociais.
Durante a pandemia, por exemplo, suas declarações provocaram diversas discussões na internet.
Aos 73 anos, Maria Zilda já não tem a mesma aparência da época em que era uma das grandes musas da televisão. E ela própria reconhece as mudanças naturais provocadas pelo envelhecimento.
Ainda assim, continua ativa e mantém uma personalidade que chama atenção.
Seu nome também esteve envolvido em algumas polêmicas nas redes, incluindo uma discussão pública com o ator José de Abreu.
Maria Zilda mostrou que, mesmo depois de décadas de carreira, ainda consegue provocar conversas e permanecer relevante.
Lisa Vieira
Lisa Vieira estreou na televisão em 1972, aos 22 anos, e passou por importantes produções da televisão brasileira.
Entre seus trabalhos estão A Sucessora e Sétimo Sentido.
Durante os anos 1970 e 1980, ela era lembrada especialmente pela beleza clássica e pelo estilo elegante.
Décadas mais tarde, Lisa voltou a aparecer para uma nova geração ao participar de Chiquititas, em 2013.
Hoje, aos 74 anos, sua aparência naturalmente mudou bastante em relação aos primeiros trabalhos.
Mesmo assim, ela conserva uma presença elegante e um rosto que ainda desperta lembranças entre os fãs da televisão antiga.
Sua trajetória é mais um exemplo de uma geração de atrizes que começou em uma televisão completamente diferente da atual e atravessou profundas transformações na indústria.
Mayara Magri
Mayara Magri foi outro nome bastante conhecido da televisão brasileira nos anos 1980.
Ela participou de novelas como Roda de Fogo e A Gata Comeu, conquistando o público com seu talento e sua beleza.
Com o passar do tempo, porém, a atriz foi aparecendo cada vez menos nas telas.
Seu último trabalho de maior destaque na televisão ocorreu em uma participação na série Tomara que Caia, em 2009.
Nos anos seguintes, Mayara também falou sobre as dificuldades que encontrou para conseguir novos trabalhos à medida que envelhecia.
Em 2021, compartilhou nas redes sociais mudanças estéticas pelas quais passou, incluindo uma harmonização facial.
Hoje, aos 62 anos, continua sendo lembrada principalmente pelos trabalhos realizados durante o auge da televisão brasileira.
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Kátia D'Angelo
Nos anos 1970 e 1980, Kátia D'Angelo era considerada uma das mulheres mais sensuais da televisão brasileira.
Ela participou de novelas como Anjo Mau, Escalada e Pecado Rasgado, além de trabalhos no cinema.
Também posou para revistas masculinas, incluindo Playboy e Status, tornando-se ainda mais conhecida naquele período.
Mas Kátia acabou escolhendo outro caminho.
Com o passar dos anos, afastou-se gradualmente da televisão e passou a levar uma vida muito mais reservada.
Hoje, aos 72 anos, vive longe da intensa exposição que marcou sua juventude.
A transformação é evidente: o visual glamouroso dos anos 1970 deu lugar a uma aparência mais simples e natural.
Em vez dos estúdios e das câmeras, sua rotina atualmente está muito mais ligada à família e à tranquilidade.
Sura Berditchévsky
Sura Berditchévsky construiu uma carreira bastante diversificada.
Ela estreou na televisão e ganhou destaque em produções como Dancin' Days, onde interpretou Inês.
Mais tarde, participou de Barriga de Aluguel, vivendo Raquel Ribeiro, personagem importante na trama.
Em 2022, voltou a aparecer na televisão em Travessia, em uma participação especial.
Sura também construiu uma carreira no teatro e no cinema e possui formação em Jornalismo.
Além de atriz, tornou-se escritora e publicou livros.
Aos 71 anos, sua aparência naturalmente amadureceu, mas ela continua mantendo uma postura elegante.
Sua história também revela como algumas atrizes conseguiram transformar a carreira artística em uma trajetória muito mais ampla, explorando diferentes áreas além da televisão.
Regina Restelli
Regina Restelli ficou conhecida por um apelido bastante curioso: a Madonna brasileira.
Ela começou como bailarina e chegou a integrar o corpo de baile do Teatro Municipal de São Paulo.
Na televisão, participou de produções como Ti-Ti-Ti, Bambolê e, principalmente, Barriga de Aluguel.
Seu visual com cabelos claros e aparência semelhante à da estrela internacional Madonna chamou tanta atenção que o apelido acabou pegando.
Regina também atuou no teatro e participou do espetáculo Perfume de Madonna, que permaneceu em cartaz durante anos.
Hoje, aos 64 anos, adotou uma aparência muito mais natural.
Os cabelos grisalhos fazem parte do visual atual e refletem uma nova fase de sua vida.
Ela também se aproximou da espiritualidade e passou a trabalhar como terapeuta holística, mantendo um canal dedicado a assuntos relacionados ao bem-estar.
Mônica Torres
Mônica Torres estreou na televisão durante os anos 1980 e rapidamente conseguiu espaço em grandes produções.
Ela participou de novelas como As Três Marias, Ciranda de Pedra, Frankenstein e as Cáries, Rainha da Sucata e Belíssima.
Ao contrário de algumas colegas da mesma geração, Mônica continua apresentando uma aparência bastante reconhecível.
Aos 66 anos, seu estilo se tornou mais sofisticado e elegante.
Sua vida pessoal também esteve ligada a nomes importantes da dramaturgia brasileira.
Ela foi casada com o ator José Wilker entre 1986 e 1996, relacionamento do qual nasceu sua filha, Isabel Wilker.
Mais tarde, Mônica se casou com o ator Marcelo Antony. O casal adotou dois filhos.
Mesmo depois de tantos anos de carreira, ela continua ligada ao meio artístico e possui novos projetos.
Isis de Oliveira
Isis de Oliveira foi uma das grandes musas dos anos 1980.
Modelo antes de se tornar atriz, ela estampou capas de revistas e rapidamente passou a ser requisitada para campanhas publicitárias.
Na televisão, participou de produções como Marrom Glacê, Sol de Verão, Roque Santeiro e Que Rei Sou Eu?
Também foi capa da Playboy em duas ocasiões.
Seu visual extremamente glamouroso marcou uma geração.
Atualmente, aos 71 anos, Isis leva uma vida diferente daquela época.
Ela passou por problemas de visão relacionados à catarata e chegou a enfrentar um procedimento médico de alto custo, mas conseguiu se recuperar.
Nas redes sociais, mantém contato frequente com os fãs e compartilha momentos de sua rotina.
Também já falou abertamente sobre procedimentos estéticos, como aplicações de botox.
Renée de Vielmond
Renée de Vielmond era conhecida pela elegância e pela presença sofisticada em cena.
Ela participou de produções importantes como Moinhos de Vento, Brilhante e Barriga de Aluguel.
Durante o auge da carreira, era considerada uma das grandes atrizes de sua geração.
Mas, ao contrário de muitas colegas, Renée decidiu abandonar gradualmente a televisão.
Ela própria já explicou que fez uma transição planejada da vida profissional para a aposentadoria.
Depois disso, dedicou-se aos estudos e tornou-se historiadora.
Hoje, aos 71 anos, vive longe da rotina dos estúdios e dos flashes.
Seu visual também mudou naturalmente, mas ela mantém a elegância que sempre foi uma de suas principais características.
Cristina Prochaska
Cristina Prochaska estreou na televisão em 1981, na novela Sabor de Mel.
Durante os anos seguintes, participou de títulos importantes como Vale Tudo, Que Rei Sou Eu? e Felicidade.
Um de seus papéis mais marcantes veio em Vale Tudo, quando interpretou Laís, personagem envolvida em uma história de amor entre duas mulheres.
Na época, a representação de relacionamentos homoafetivos na televisão ainda era muito mais rara, o que tornou a personagem particularmente lembrada.
Cristina também trabalhou como apresentadora em programas como Viva o Gordo e Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Seu último trabalho televisivo de maior destaque ocorreu em As Brasileiras, em 2012.
Em 2024, Cristina também entrou para a política ao disputar a Prefeitura de Ubatuba, no litoral de São Paulo, mas não foi eleita.
Aos 64 anos, segue mantendo uma aparência bastante natural e uma trajetória que ultrapassou os limites da dramaturgia.
Nicole Puzzi
Nicole Puzzi foi uma das figuras mais conhecidas do cinema brasileiro das décadas de 1970 e 1980.
Ela ganhou notoriedade especialmente por sua participação em produções do chamado cinema erótico brasileiro, gênero que teve grande popularidade naquele período.
Mas sua carreira não ficou restrita ao cinema.
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Nicole também participou de novelas como Barriga de Aluguel e Transas e Caretas.
Ao longo dos anos, sua imagem mudou naturalmente.
Aquela jovem atriz de aparência exuberante deu lugar a uma mulher madura, com um estilo mais discreto.
Nicole também encontrou espaço na literatura e escreveu livros sobre suas experiências como mulher e atriz.
Sua trajetória mostra como uma artista pode atravessar diferentes fases sem abandonar sua identidade.
Carla Marins
Carla Marins começou a trabalhar na televisão ainda muito jovem.
Sua estreia aconteceu em Hipertensão, em 1986, e logo vieram outros trabalhos importantes, como Bambolê, Bebê a Bordo, Porto dos Milagres e Malhação.
Um dos papéis que mais marcaram sua carreira foi Joyce, em História de Amor.
A personagem era mimada, impulsiva e cheia de conflitos, e Carla conseguiu transformar Joyce em uma figura bastante lembrada pelos telespectadores.
Ela também trabalhou na Record em produções como Apocalipse e Gênesis.
Em 1992, posou para a Playboy e posteriormente revelou que se arrependeu da decisão.
Hoje, aos 56 anos, Carla ainda conserva alguns traços que lembram a jovem atriz do início da carreira.
Ela também mantém uma rotina de exercícios e compartilha momentos da vida pessoal com os fãs.
Desde 2006, é casada com o personal trainer Hugo Baltazar, com quem tem um filho.
Monique Lafon
Monique Lafon foi uma das musas da televisão e do cinema brasileiro durante os anos 1970 e 1980.
Com um rosto delicado e uma presença marcante, participou de produções como A Moreninha, Brega & Chique e Que Rei Sou Eu?
No cinema, trabalhou com importantes nomes da produção nacional.
Ela também participou do humorístico Zorra Total, onde interpretou personagens que ficaram conhecidos pelo público.
Em 1981, apareceu na capa da Playboy.
Décadas depois, aos 70 anos, Monique apresenta uma aparência naturalmente mais madura.
As mudanças são inevitáveis, mas sua postura demonstra uma mulher que atravessou diferentes momentos da carreira e da vida sem perder sua identidade.
Lucinha Lins
Lucinha Lins é um caso diferente dentro desta lista.
Além de atriz, ela construiu uma carreira como cantora e compositora.
Sua trajetória artística começou ainda nos anos 1970 e, ao longo das décadas, ela passou pela música, televisão e teatro.
Na televisão, participou de novelas como Roque Santeiro, A Viagem e produções da Record, incluindo Chamas da Vida.
Também passou por Malhação, interpretando Vivi.
Na juventude, Lucinha tinha cabelos longos e claros e uma imagem bastante romântica.
Hoje, aos 71 anos, continua usando os cabelos claros, mas o rosto naturalmente revela a passagem do tempo.
Ela também já apareceu na Playboy, em um ensaio realizado em 1980.
Com décadas de carreira, Lucinha continua sendo reconhecida como uma artista multifacetada.
Cássia Kis
Cássia Kis é provavelmente uma das atrizes mais marcantes desta seleção.
Ao longo da carreira, construiu uma reputação baseada em personagens intensos e atuações memoráveis.
Entre seus trabalhos estão Vale Tudo, Barriga de Aluguel e Fera Ferida.
Em Vale Tudo, interpretou Leila, personagem que acabou envolvida em um dos momentos mais lembrados da novela.
Mas foi em Barriga de Aluguel, nos anos 1990, que sua atuação ganhou ainda mais destaque.
Cássia sempre falou sobre sua preferência por envelhecer de maneira natural e sem depender de procedimentos estéticos para manter a aparência da juventude.
Hoje, aos 66 anos, seus cabelos grisalhos e as marcas naturais do tempo fazem parte de sua imagem pública.
Mais do que esconder o envelhecimento, a atriz incorporou essa nova fase à sua identidade.
Teresa Fábric
Teresa Fábric ganhou enorme popularidade nos anos 1990, especialmente por interpretar a cigana Dara em Explode Coração.
Com cabelos longos e escuros e um olhar marcante, ela rapidamente se tornou uma das musas da televisão brasileira.
Antes disso, já havia participado de produções como Barriga de Aluguel e Pedra Sobre Pedra.
Hoje, aos 60 anos, Teresa apresenta uma aparência bastante diferente daquela que o público conheceu nos anos 1990.
Os cabelos grisalhos e o uso mais discreto de maquiagem fazem parte do visual atual.
Sua relação com o envelhecimento também já rendeu discussões nas redes sociais.
Teresa optou por se afastar parcialmente da televisão para se dedicar à família e aos estudos.
Ela fez pós-graduação em Letras e Literatura, tornou-se pesquisadora e chegou a passar um período na França estudando teatro.
Sua trajetória mostra que abandonar temporariamente os holofotes não significa abandonar a vida artística.
Tássia Camargo
Tássia Camargo foi outro rosto extremamente conhecido da televisão brasileira.
Ela ganhou destaque nos anos 1980 e participou de novelas que se tornaram clássicos.
Um dos grandes momentos de sua carreira aconteceu em Tieta, onde interpretou Elisa.
A novela fez enorme sucesso e permanece até hoje na memória dos brasileiros.
Tássia também atuou em O Salvador da Pátria, participou da Escolinha do Professor Raimundo e posteriormente trabalhou em produções da Record.
Ao longo dos anos, porém, sua relação com a televisão mudou.
Ela se afastou gradualmente dos grandes estúdios e passou a viver uma rotina muito mais reservada.
Em 2017, mudou-se para Portugal.
Aos 64 anos, apresenta um visual muito mais natural do que aquele visto durante seu auge na televisão.
Ela também passou por um problema cardíaco, do qual se recuperou, e afirmou em diferentes momentos que não tinha planos de voltar às novelas.
Atualmente, mantém sua ligação com a arte principalmente através do teatro.
E assim termina nossa viagem por algumas das atrizes que ajudaram a construir a memória da televisão brasileira.
São histórias muito diferentes entre si.
Algumas continuaram diante das câmeras. Outras trocaram a televisão pelos estudos, pelo teatro, pela família ou por novas profissões. Algumas enfrentaram problemas de saúde, outras falaram abertamente sobre envelhecimento e procedimentos estéticos.
Mas existe algo em comum entre todas elas: fizeram parte de uma época em que a televisão brasileira reunia milhões de pessoas diante da mesma tela.
Os anos passaram, os padrões de beleza mudaram e os rostos também.
A juventude que conhecemos nas novelas ficou registrada nas fotografias, nas cenas antigas e na memória dos telespectadores.
Hoje, cada uma dessas mulheres apresenta uma versão diferente de si mesma.
E talvez seja justamente essa a parte mais interessante de revisitar suas histórias: perceber que, por trás das personagens glamourosas que um dia dominaram as telas, existiam mulheres que continuaram vivendo, trabalhando, estudando, formando famílias e construindo novos capítulos muito depois de deixarem de ser as jovens musas que o público conheceu.
Porque a televisão pode eternizar uma imagem, mas a vida continua muito além dela.
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