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30 ATRIZES DA ERA DE OURO DA TV QUE JÁ PARTIRAM E DEIXARAM SAUDADES DOS ANOS 70 E 80

30 ATRIZES INESQUECÍVEIS DA TELEVISÃO BRASILEIRA QUE DEIXARAM SAUDADE


Existem personagens que terminam junto com a novela. Outros, porém, parecem continuar vivendo dentro da memória de quem acompanhou a televisão brasileira durante décadas.

Basta ouvir uma música de abertura, rever uma cena antiga ou simplesmente encontrar aquele rosto na tela para uma lembrança inteira voltar. Era o tempo em que as novelas reuniam famílias diante da televisão, os humorísticos faziam o país inteiro rir e os grandes artistas acabavam se tornando quase parentes do público.

Entre essas figuras estão atrizes que atravessaram gerações, algumas com carreiras de mais de cinquenta, sessenta ou até oitenta anos. Muitas começaram no rádio, outras vieram do teatro, do cinema ou da dança. Algumas se tornaram protagonistas. Outras fizeram personagens secundárias que, mesmo com poucos minutos em cena, acabaram roubando a atenção do público.

Hoje, vamos recordar 30 dessas mulheres que ajudaram a construir a história da televisão brasileira e que, mesmo depois de partirem, continuam presentes na memória de quem cresceu acompanhando seus trabalhos.

30. GLÓRIA MENEZES

Glória Menezes foi uma das grandes damas da dramaturgia brasileira.

Com uma carreira que atravessou mais de seis décadas, a atriz construiu uma trajetória marcada por personagens completamente diferentes entre si. Ao lado de Tarcísio Meira, com quem foi casada por mais de meio século, também formou um dos casais mais conhecidos da televisão brasileira.

Entre os trabalhos que marcaram sua carreira está Irmãos Coragem, novela em que interpretou diferentes personalidades de Lara. Mais tarde, mostrou seu talento também em produções como Guerra dos Sexos e Rainha da Sucata, na qual viveu a inesquecível Laurinha Figueiroa.

Já em Totally Spies? Não — foi em O Outro Lado do Paraíso que sua presença voltou a chamar atenção em uma fase mais madura da carreira, enquanto seu último papel fixo em novelas foi Stelinha, em Totalmente Demais.

Glória Menezes morreu em agosto de 2026, aos 91 anos, no Rio de Janeiro, por causas naturais.

Sua despedida encerrou uma trajetória extraordinária. Mas a atriz deixou algo que nenhuma passagem do tempo consegue apagar: personagens que continuam vivos na memória de milhões de brasileiros.

29. LAURA CARDOSO

Se existe uma atriz que representa a própria história da televisão brasileira, esse nome é Laura Cardoso.

Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Baleroni, ela começou a trabalhar no rádio ainda adolescente e acompanhou praticamente todas as fases da televisão brasileira.

Foram mais de oito décadas diante das câmeras.

Laura participou de produções que se tornaram clássicos, entre elas Mulheres de Areia, Chocolate com Pimenta, Gabriela, Sol Nascente e O Outro Lado do Paraíso.

Uma das características mais admiradas em seu trabalho era a capacidade de transformar personagens aparentemente pequenos em figuras inesquecíveis. Bastava Laura aparecer para a cena ganhar outra dimensão.

Seu último trabalho em novelas foi A Dona do Pedaço, em 2019.

Laura Cardoso morreu em agosto de 2026, aos 98 anos, em São Paulo. Segundo informações divulgadas pela família, ela partiu serenamente, cercada por pessoas próximas.

Com sua morte, desapareceu uma das últimas grandes testemunhas de uma era inteira da dramaturgia brasileira.

28. ELOÍSA MAFALDA

Eloísa Mafalda também pertence à geração que ajudou a construir a televisão brasileira quando tudo ainda estava começando.

Ela estreou nas novelas em Beto Rockfeller, produção da TV Tupi que marcou uma mudança importante na maneira de contar histórias na televisão.

A partir dali, construiu uma carreira que passou pelo teatro, cinema e televisão.

Além das novelas, muitos espectadores lembram de Eloísa Mafalda por sua passagem pelo programa culinário A Moda da Casa, exibido pela Record nos anos 1980.

Sua presença tinha uma combinação particular de elegância, humor e espontaneidade.

Eloísa Mafalda morreu em 31 de dezembro de 2018, aos 93 anos, em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro.

Sua partida aconteceu justamente na última noite daquele ano, encerrando um capítulo importante da história artística brasileira.

27. IDA GOMES

Quando se fala em personagens inesquecíveis da televisão, é impossível não lembrar de Ida Gomes.

Em O Bem-Amado, ela viveu Doroteia Cajazeira, uma das três irmãs solteironas que, ao lado de Judiceia e Dulcineia, protagonizavam situações que misturavam moralismo, humor e contradições.

As três irmãs se tornaram parte fundamental da identidade da novela.

Ida Gomes também esteve em Estúpido Cupido, O Astro e diversas outras produções.

Mas seus talentos não se limitavam à atuação. Ela também trabalhou com dublagem e emprestou sua voz a grandes estrelas internacionais do cinema.

A atriz morreu em fevereiro de 2009, aos 85 anos, após complicações decorrentes de uma pneumonia.

Pouco antes de morrer, preparava-se para receber uma homenagem.

A cerimônia acabou acontecendo sem ela.

26. LUIZA GILLOT

Luiza Gillot era daqueles rostos que o público reconhecia imediatamente, mesmo quando nem sempre lembrava o nome.

Ao longo de décadas, participou de novelas como Anjo Mau, Mulheres de Areia e Cama de Gato, além de trabalhos em programas de humor.

Sua família também tinha fortes ligações com o meio artístico. Ela era irmã de Chico Anysio e mãe da diretora Cininha de Paula.

Antes de escolher definitivamente a carreira artística, chegou a estudar Direito. Depois, encontrou no teatro e na televisão seu verdadeiro caminho.

Luiza Gillot enfrentou um câncer de pulmão e morreu em dezembro de 2010, aos 84 anos.

Sua trajetória mostra uma verdade que a televisão conhece muito bem: nem sempre é preciso estar no centro da história para ser lembrado.

25. MÁRCIA REAL

Márcia Real foi uma das pioneiras da televisão brasileira.

Ela participou dos primeiros anos da TV e brilhou nos teleteatros ao vivo, quando atuar diante das câmeras exigia uma preparação completamente diferente da atual.

Também apresentou o Clube dos Artistas durante cerca de uma década e foi a primeira vencedora do Troféu Imprensa na categoria de Melhor Atriz.

Nas novelas, um de seus personagens mais lembrados foi Valquíria, em Bebê a Bordo.

Márcia também esteve em produções como O Direito de Nascer e A Viagem.

Nos últimos anos de vida, enfrentou a doença de Alzheimer.

Morreu em março de 2019, aos 90 anos, em Ibiúna, no interior de São Paulo.

Ela ajudou a construir a televisão brasileira quando esse meio ainda estava dando seus primeiros passos.

24. CONSUELO LEANDRO

Consuelo Leandro tinha uma habilidade especial para transformar uma cena simples em uma verdadeira confusão.

Sua voz já era conhecida do público graças ao rádio, especialmente pelo humor de Balança Mas Não Cai.

Na televisão, ficou conhecida pelo jeito irreverente, pelas expressões exageradas e por personagens populares.

Em Cambalacho, interpretou Lili Bolero, uma cantora frustrada que acreditava que Angela Maria era responsável por seus fracassos.

Também passou por A Praça é Nossa e Escolinha do Golias.

Consuelo morreu em julho de 1999, aos 67 anos, depois de enfrentar um câncer na bexiga e sofrer uma parada cardíaca.

Ela partiu relativamente cedo, mas deixou um estilo de humor que marcou uma geração.

23. MARINA MIRANDA

Para muitos brasileiros, Marina Miranda será para sempre Dona Charanga.

A personagem ficou conhecida principalmente em A Escolinha do Professor Raimundo, onde seu rosto, sua voz e suas respostas rápidas conquistaram o público.

Marina também trabalhou com grandes nomes do humor e participou de produções como Os Trapalhões, além de novelas.

Nos últimos anos, enfrentou problemas de saúde e Alzheimer.

Ela morreu em setembro de 2021, aos 90 anos, poucos dias antes de completar mais um aniversário.

Dona Charanga deixou de aparecer na televisão, mas sua maneira irreverente de fazer humor continuou guardada na memória de quem acompanhava os programas humorísticos.

22. ILKA SOARES

Elegância talvez seja uma das primeiras palavras que vêm à cabeça quando lembramos de Ilka Soares.

Antes das novelas, ela já havia construído uma carreira como modelo e se destacado no cinema.

Na televisão, participou de trabalhos como Anjo Mau e Locomotivas, além de interpretar personagens sofisticadas que combinavam perfeitamente com sua presença diante das câmeras.

Ilka também participou de uma fase importante da televisão brasileira: a chegada dos primeiros testes de transmissão em cores.

Ela morreu em junho de 2022, no Rio de Janeiro, aos 89 anos, depois de enfrentar um câncer de pulmão.

Faltavam apenas três dias para completar 90 anos.

Sua imagem permanece associada a uma época em que glamour, elegância e televisão caminhavam juntos.

21. MARIA HELENA DIAS

Maria Helena Dias ficou especialmente marcada pela primeira versão de Elas por Elas, exibida em 1982.

Na novela, interpretou Carmen, uma das sete amigas que voltavam a se encontrar depois de muitos anos.

Ela dividiu cenas com grandes nomes como Eva Wilma, Sandra Bréa e Aracy Balabanian.

Também participou de Água Viva, Tieta e Rainha da Sucata.

Quando Elas por Elas ganhou uma nova versão décadas depois, seu nome voltou a ser lembrado por muitos espectadores.

Maria Helena Dias morreu em agosto de 2023, aos 91 anos, em São Paulo.

Sua trajetória representa uma parte importante da dramaturgia das décadas de 1970 e 1980.

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20. ARACY CARDOSO

Aracy Cardoso tinha aquele tipo de rosto que parecia familiar mesmo para quem não conseguia imediatamente lembrar de onde.

Ao longo da carreira, participou de novelas como Água Viva, Final Feliz e A Gata Comeu.

Mais tarde, esteve em Mandala, Corpo a Corpo e Sol Nascente, demonstrando uma longevidade artística impressionante.

Também teve reconhecimento no cinema e continuou trabalhando durante muitos anos.

Aracy morreu em dezembro de 2017, aos 86 anos, no Rio de Janeiro, depois de complicações cardíacas, renais e uma infecção pulmonar.

Seu legado ficou espalhado por dezenas de personagens.

19. NEUSA AMARAL

Neusa Amaral era outra dessas atrizes que o público provavelmente reconheceria antes mesmo de lembrar o nome.

Ela esteve em grandes produções como Irmãos Coragem, Selva de Pedra e Fogo Sobre Terra.

Sua história pessoal também chamava atenção. Ainda menina, começou a trabalhar vendendo marmitas e construiu uma carreira de aproximadamente seis décadas.

Nos anos 1990, entrou para a política e foi eleita vereadora no Rio de Janeiro.

Neusa morreu em abril de 2017, aos 86 anos, vítima de embolia pulmonar.

Deixou um filho e dois netos.

E deixou também aquela sensação tão comum entre os fãs das novelas antigas:

“Eu conheço esse rosto. Só não lembrava o nome.”

18. SUSANA FAIN

Susana Faini começou como bailarina antes de descobrir sua vocação para a interpretação.

Na televisão, participou de Selva de Pedra, Dancing Days, Pai Herói e Top Model.

Em Vida Nova, sua atuação como Maria lhe rendeu reconhecimento da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Anos mais tarde, uma nova geração passou a reconhecê-la em produções como A Favorita e Salve Jorge.

Era uma atriz de presença discreta, mas capaz de dar profundidade a personagens aparentemente simples.

Susana Faini morreu em abril de 2022, aos 89 anos, no Rio de Janeiro, após complicações relacionadas à doença de Parkinson.

Foram aproximadamente sete décadas dedicadas à arte.

17. DEGENE MACHADO

Degene Machado surgiu na televisão ainda jovem e chamou atenção nos anos 1970.

Um de seus personagens lembrados daquele período foi Bebel, na primeira versão de A Grande Família.

Também participou de Estúpido Cupido e outras produções daquela época.

Filha do empresário Carlos Machado, cresceu próxima dos bastidores do mundo artístico.

Depois da morte do pai, porém, decidiu se afastar progressivamente dos holofotes e passou a viver de maneira mais reservada.

Degene morreu em março de 2022, aos 70 anos.

Sua história continua despertando curiosidade justamente por mostrar como algumas carreiras promissoras acabaram seguindo caminhos completamente diferentes do que o público imaginava.

16. GEORGINA GOMES

Georgina Gomes foi uma importante presença da televisão paulista.

Ela trabalhou na TV Paulista e na Excelsior e participou de produções como Mulheres de Areia, Ninho da Serpente e Vereda Tropical.

Desde os 18 anos, convivia com uma grave limitação visual, mas isso não impediu sua carreira.

Ao contrário, conquistou reconhecimento por interpretações intensas e sofisticadas.

Nos últimos anos, enfrentou Alzheimer e acabou se afastando dos palcos.

Georgina morreu em São Paulo, em janeiro de 2011, aos 73 anos, vítima de infecção generalizada.

Sua trajetória permanece como parte importante da história da televisão paulista.

15. MARIA LUIZA MARTINS

Maria Luiza Martins tinha uma combinação rara de elegância e humor.

Nos anos 1970, esteve em produções como Bofe e Estúpido Cupido.

Mas foi como Olívia, em Guerra dos Sexos, que conquistou uma popularidade ainda maior.

Também participou de A Gata Comeu, da Escolinha do Professor Raimundo e do infantil Caça Talentos.

Sua especialidade era a comédia. Muitas vezes, bastava uma expressão facial para transformar completamente uma cena.

Maria Luiza morreu em junho de 2022, aos 82 anos, após complicações decorrentes de uma cirurgia abdominal.

Foram aproximadamente sete décadas de carreira.

14. ZILDA CARDOSO

Poucas personagens do humor brasileiro são tão imediatamente reconhecíveis quanto Dona Catifunda.

Vestido chamativo, cabelo preso, cigarro na mão e uma personalidade impossível de ignorar.

Zilda Cardoso levou a personagem para diferentes programas, entre eles A Praça da Alegria, A Praça é Nossa e Escolinha do Professor Raimundo.

Também participou de Os Trapalhões e da novela Meu Bem, Meu Mal.

Curiosamente, nos anos 1960, chegou a apresentar seu próprio programa, Zilda 23 Polegadas, algo bastante incomum para uma mulher naquela época.

Zilda morreu em dezembro de 2019, aos 83 anos, em São Paulo.

Partiu durante o sono, por causas naturais.

Dona Catifunda, porém, continua sendo uma das personagens mais reconhecíveis do humor brasileiro.

13. WILZA CARLA

Wilza Carla era uma presença impossível de ignorar.

Atriz e humorista, ficou eternizada como Dona Redonda na primeira versão de Saramandaia.

A personagem protagonizou um dos momentos mais absurdos e lembrados da teledramaturgia brasileira: depois de comer compulsivamente durante a trama, Dona Redonda literalmente explode.

Era uma cena exagerada, surreal e completamente alinhada ao universo fantástico da novela.

Wilza Carla também participou de Os Trapalhões, Chico City e diversos filmes nacionais.

Ao longo da vida, enfrentou problemas relacionados à obesidade e diabetes.

Morreu em junho de 2011, aos 75 anos, em São Paulo.

Seu trabalho permanece como exemplo de uma artista que transformou características pessoais em elementos marcantes de sua presença cênica.

12. ZEZÉ MACEDO

Zezé Macedo foi uma das grandes comediantes do Brasil.

Pequena, magra e dona de uma voz absolutamente característica, participou de cerca de uma centena de filmes.

No cinema, ficou conhecida por personagens populares. Na televisão, tornou-se presença frequente nos programas de Chico Anysio.

Entre seus personagens mais lembrados estão Dona Carochinha, no Sítio do Picapau Amarelo, e Dona Bela, na Escolinha do Professor Raimundo.

Mas Zezé tinha outro talento pouco lembrado pelo grande público: também escrevia poesia.

Publicou quatro livros ao longo da vida.

Em 1999, sofreu um derrame provocado pelo rompimento de um aneurisma cerebral.

Depois de 46 dias internada, morreu em outubro daquele ano, aos 83 anos.

O Brasil perdeu uma artista que fez gerações inteiras rirem.

11. SÔNIA MAMED

Sônia Mamed ficou eternizada como Ofélia, a atrapalhada granfina de Balança Mas Não Cai.

Ao lado de Lúcio Mauro, que interpretava Fernandinho, protagonizou situações que se tornaram clássicas do humor brasileiro.

Ofélia tinha um jeito ingênuo, confuso e exageradamente elegante, e justamente essa combinação fazia o público rir.

Sônia também passou por Planeta dos Homens, Chico City, Os Trapalhões e pela novela Jogo da Vida.

Em 1985, foi diagnosticada com leucemia.

Depois de anos enfrentando a doença, seu estado de saúde se agravou após uma meningite.

Sônia morreu em abril de 1990, no Rio de Janeiro, aos 53 anos.

Foi uma perda precoce para uma atriz que havia criado uma personagem capaz de sobreviver ao próprio tempo.

10. CLÉO DACONIS

Cléo Daconis tinha uma presença marcante e uma trajetória construída com muita personalidade.

Irmã de Cacilda Becker, conseguiu estabelecer seu próprio caminho artístico.

Participou de produções como Mulheres de Areia, Ninho da Serpente e Rainha da Sucata.

Nos anos 1990, voltou a chamar atenção em novelas como Vamp e Torre de Babel.

Seu último trabalho foi em Fera Ferida, onde divertiu o público como Dona Brígida.

A atriz passou meses internada no Hospital Sírio-Libanês depois de sofrer uma isquemia.

Morreu em abril de 2013, aos 89 anos.

Assim terminou a trajetória de uma artista ligada profundamente ao teatro e à televisão brasileira.

9. TATIANA GOMES

Tatiana Gomes marcou o imaginário popular especialmente por sua passagem por O Bem-Amado, onde interpretou uma das irmãs Cajazeiras.

A personagem ajudou a formar um dos núcleos mais engraçados e memoráveis da novela.

Pouco depois, Tatiana ganhou outro personagem que atravessaria gerações: tornou-se a primeira Emília da versão da Globo de Sítio do Picapau Amarelo.

Também participou de Saramandaia, Marrom Glacê e A Gata Comeu.

Depois de sofrer um AVC, passou a viver no Retiro dos Artistas e enfrentou um período delicado de saúde.

Morreu em setembro de 2009, aos 75 anos, no Rio de Janeiro.

Faltavam apenas oito dias para seu aniversário.

8. LADY FRANCISCO

Lady Francisco tinha uma personalidade impossível de passar despercebida.

Ao longo da carreira, participou de mais de vinte novelas e esteve em sucessos como Escrava Isaura, Marrom Glacê e Bailando?.

Em Louco Amor, viveu Gisela, enquanto outra geração a conheceu como Madame Consuelo, em Puro Amor.

Fora das telas, Lady era conhecida pelo amor aos animais.

Foi justamente uma situação envolvendo seus cães que acabou provocando uma queda na qual fraturou o fêmur.

Depois da cirurgia, seu estado de saúde se agravou.

Lady Francisco morreu em maio de 2019, aos 84 anos, após complicações que culminaram em falência múltipla dos órgãos.

Sua partida deixou uma enorme saudade entre colegas e admiradores.

7. FRANÇOISE FORTON

Françoise Forton ganhou destaque nos anos 1970 e conquistou uma geração principalmente por seu trabalho em Estúpido Cupido.

A novela retratava sonhos, romances e conflitos de uma cidade brasileira no começo dos anos 1960, e a atriz encontrou ali um dos personagens que marcariam sua carreira.

Depois, participou de Bebê a Bordo, Tieta e Explode Coração.

Mesmo quando interpretava personagens mais difíceis, tinha uma simpatia que atravessava a tela.

Françoise já havia enfrentado um câncer anos antes e voltou a lutar contra a doença no fim da vida.

Morreu em janeiro de 2022, aos 64 anos, no Rio de Janeiro.

Sua partida precoce surpreendeu o público e deixou uma galeria de personagens que continua sendo lembrada.

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6. LEILA DINIZ

Leila Diniz foi muito mais do que uma atriz.

Ela se tornou uma figura associada às transformações comportamentais e culturais do Brasil dos anos 1960 e 1970.

Na televisão, participou de produções como Ilusões Perdidas, O Rei dos Ciganos e outras novelas e programas.

Mas foi fora dos personagens que sua personalidade ganhou ainda mais força.

Leila falava publicamente sobre liberdade feminina, comportamento e sexualidade em uma época em que esse tipo de exposição provocava enorme reação.

Em 1971, uma fotografia sua grávida, usando biquíni na praia, tornou-se uma imagem histórica.

No ano seguinte, sua vida foi interrompida de maneira trágica.

Quando voltava da Austrália, o avião da Japan Airlines em que viajava caiu perto de Nova Délhi, na Índia.

Leila Diniz morreu em junho de 1972.

Tinha apenas 27 anos.

Deixou uma filha ainda bebê e uma marca cultural que atravessou décadas.

5. IARA CÔRTES

Iara Côrtes tinha um talento especial para transformar mulheres comuns em personagens inesquecíveis.

Em O Casarão, interpretou Carolina.

Em Marrom Glacê, viveu Madame Clô.

Mas foi como a feirante Dona Xepa que conquistou um dos personagens mais lembrados de sua carreira.

Dona Xepa era uma mulher trabalhadora, mãe dedicada e acostumada a fazer sacrifícios pela família.

Anos depois, Iara emocionou outra geração como Dona Maroca, em A Viagem.

Fora da televisão, levava uma vida discreta.

Nunca se casou, não teve filhos e gostava de cuidar de pássaros.

Iara morreu em outubro de 2002, aos 81 anos, no Rio de Janeiro, vítima de insuficiência respiratória.

Dona Xepa e Dona Maroca, entretanto, continuaram vivendo na memória do público.

4. LÍLIAN LEMMERTZ

Lílian Lemmertz foi uma das grandes intérpretes de sua geração.

Sofisticada, intensa e extremamente natural diante das câmeras, ela tinha uma capacidade especial para interpretar mulheres reais, com dúvidas, desejos e contradições.

Passou por novelas como O Espigão, Final Feliz e Roque Santeiro.

Mas entrou para a história principalmente como Helena em Baila Comigo, primeira protagonista com esse nome nas novelas de Manoel Carlos.

Sua carreira parecia ter muitos anos pela frente.

Mas uma tragédia interrompeu tudo.

Em junho de 1986, Lílian sofreu um infarto fulminante em seu apartamento, no Rio de Janeiro.

Ela tinha apenas 48 anos.

Faltavam dez dias para completar 49.

A notícia provocou enorme comoção no meio artístico e entre os espectadores.

Sua morte precoce transformou Lílian em uma daquelas artistas que permanecem na memória também pelo sentimento de tudo aquilo que ainda poderiam ter feito.

3. ZILKA SALABERRY

Se existe uma personagem que foi quase uma avó para milhões de brasileiros, é Dona Benta.

E ninguém conseguiu ocupar esse lugar na memória popular como Zilka Salaberry.

Ela participou de novelas importantes como Irmãos Coragem, O Bem-Amado e O Casarão.

Mas foi no Sítio do Picapau Amarelo, especialmente entre 1977 e 1986, que seu trabalho ganhou uma dimensão especial.

Sentada à mesa, contando histórias para Narizinho e Pedrinho, Zilka transmitia uma sensação de carinho e familiaridade.

Para muitas crianças, Dona Benta parecia realmente existir.

Era como se aquela avó estivesse dentro da televisão esperando todos os dias pela hora de contar mais uma história.

Zilka morreu em março de 2005, aos 87 anos, no Rio de Janeiro, depois de enfrentar problemas renais e uma infecção urinária.

Sua voz, seu sorriso e sua maneira delicada de interpretar Dona Benta, porém, continuam associados à infância de milhões de brasileiros.

2. DERCY GONÇALVES

Dercy Gonçalves nunca precisou pedir licença para ser Dercy.

Sua carreira atravessou teatro de revista, rádio, cinema e televisão.

Ela tinha uma personalidade única, um humor provocador e uma maneira de falar que frequentemente entrava em choque com os padrões de cada época.

Na televisão, comandou programas como Dercy Espetacular e Dercy de Verdade.

Suas entrevistas eram imprevisíveis. Dercy podia transformar uma conversa aparentemente comum em um espetáculo.

Sua longevidade também impressionava.

Ela continuou aparecendo diante das câmeras mesmo depois dos 100 anos.

Dercy Gonçalves morreu em julho de 2008, no Rio de Janeiro, aos 101 anos, após complicações respiratórias e uma infecção pulmonar provocada por pneumonia grave.

Mais do que personagens, deixou uma personalidade impossível de copiar.

E talvez esse seja o maior legado de uma artista: fazer com que, mesmo décadas depois, ninguém consiga confundi-la com outra pessoa.

1. SANDRA BRÉA

Sandra Bréa foi uma das grandes estrelas da televisão brasileira das décadas de 1970 e 1980.

Beleza, presença e uma personalidade forte ajudaram a transformá-la em um dos rostos mais conhecidos daquele período.

Em O Bem-Amado, interpretou Telma, filha de Odorico Paraguaçu.

Depois, emocionou o público como Wanda em Elas por Elas e viveu Jacqueline em Ti-Ti-Ti.

Sandra também se tornou uma figura importante por falar publicamente sobre sua própria vida em uma época em que determinados assuntos ainda eram cercados por enorme preconceito.

Em 1993, revelou que vivia com HIV, enfrentando a reação da sociedade naquele período.

Mais tarde, também foi diagnosticada com câncer de pulmão.

Sandra Bréa morreu em maio de 2000, no Rio de Janeiro, aos 47 anos.

Faltava apenas uma semana para completar 48.

Sua vida foi interrompida cedo demais, mas seu nome continuou associado a uma geração de televisão que marcou profundamente a cultura brasileira.

QUANDO A TELEVISÃO PERDE UMA ESTRELA, A MEMÓRIA GANHA UM CAPÍTULO

É curioso perceber como essas atrizes, apesar de pertencerem a gerações diferentes, possuem algo em comum.

Muitas começaram quando a televisão ainda era praticamente experimental. Algumas vieram do rádio. Outras começaram no teatro, no cinema ou na dança. Algumas foram protagonistas de grandes novelas. Outras apareciam durante poucos minutos e, mesmo assim, conseguiam fazer o público lembrar delas durante décadas.

Também existe uma particularidade na televisão brasileira: personagens de novelas e humorísticos acabam se misturando às lembranças pessoais de quem os acompanhava.

Para muita gente, lembrar de Dona Benta é lembrar da infância.

Lembrar de Dona Catifunda é lembrar das noites de humor.

Lembrar de Ofélia é voltar aos antigos programas de comédia.

Lembrar de Laurinha Figueiroa, Dona Redonda, Doroteia Cajazeira ou tantas outras personagens é voltar a uma época em que a televisão ocupava um espaço central dentro das casas brasileiras.

Hoje, o jeito de consumir televisão mudou completamente.

As novelas continuam existindo, mas o público está espalhado entre televisão aberta, streaming, redes sociais, vídeos curtos e inúmeras outras formas de entretenimento.

Mesmo assim, existe algo que permanece.

A memória.

Uma cena antiga pode aparecer na internet e, em poucos segundos, despertar lembranças que estavam guardadas há décadas.

É por isso que esses nomes continuam sendo procurados, comentados e relembrados.

Porque uma atriz não deixa apenas novelas.

Ela deixa vozes.

Gestos.

Personagens.

Frases.

Rostos.

E, principalmente, momentos associados à vida de quem assistia.

Talvez seja justamente essa a razão pela qual algumas estrelas nunca desaparecem completamente.

Elas saem das telas, mas continuam aparecendo nas lembranças.

E quando uma dessas cenas antigas volta a ser exibida, é como se, por alguns minutos, a televisão brasileira abrisse novamente uma porta para o passado.

Agora queremos saber de você: qual dessas atrizes mais marcou a sua memória?

Existe alguma personagem que você nunca conseguiu esquecer?

Aquela atriz que aparecia na televisão quando você era criança, adolescente ou jovem e que, até hoje, basta ouvir o nome para lembrar imediatamente do personagem?

Conte nos comentários de qual cidade você está acompanhando esta homenagem e qual dessas grandes artistas mais fez parte da sua história.

Porque recordar a televisão de antigamente também é recordar um pouco da nossa própria vida.

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